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A geração de youtubers surdos que está ensinando Libras na internet

Você sabe falar? É genético? Dá para ler lábios? Como você escreve?

Não são poucas as dúvidas que ainda existem por parte dos ouvintes sobre a comunidade surda, apesar de o Brasil contar com uma população de quase 10 milhões de pessoas que não escutam ou escutam parcialmente.

 E é para tratar desse tema, e todos os tabus que ele envolve, que uma comunidade jovem e engajada tem encontrado no Youtube uma ferramenta para literalmente se fazer ouvir.

Jovens surdos usam o Youtube para ensinar libras.

A geração de youtubers surdos tem ganhado cada vez mais seguidores na rede social de vídeos e é por lá que eles compartilham muita informação sobre o seu dia a dia.

 “Antes, nós nos sentíamos excluídos pelos ouvintes, mas agora não mais, estamos convivendo muito mais com eles, aprendendo o português e ensinando Libras”, compartilha Tainá Borges, 16 anos, em entrevista ao HuffPost Brasil.
 A jovem de Caxias do Sul é surda e junto com o seu irmão Andrei Borges, também surdo, comandam o canal Visurdo do Youtube. Para Tainá, a internet é uma das ferramentas mais importantes para ter contato com a comunidade ouvinte.

“Não tem muitos intérpretes de Libras na televisão ou em outros lugares, como escolas, palestras e eventos. E a gente não tem muitas escolas bilíngües que são boas para os surdos. Se você buscar na internet ou até em livros, você encontra ótimos conteúdos sobre Libras. Mas falta um lugar para a gente poder compartilhar o nosso dia a dia e os nossos interesses, que são os mesmo que os dos ouvintes. O principal objetivo do canal é esse, mostrar para os ouvintes que eles precisam reconhecer a nossa língua”, compartilha Tainá.

Com a ajuda dos familiares, a dupla grava e edita os vídeos em casa. Os temas são variados e vão desde informações sobre como lidar com o preconceito, até as curiosidades da família, já que os pais de Tainá e Andrei são ouvintes e tiveram que estudar a língua dos sinais para se comunicar com os dois filhos.

Confira mais em: Huffpost

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